SUSANE VIDAL


Jornalista, escritora, professora universitária e mestre de cerimônia.

06
nov
2014

Em família

6 Comentários

Outro dia presenciei uma cena rara e por isso mesmo, contemplativa. Estava em uma cafeteria, sentada em uma mesa na varanda. Enquanto aguardava meu pedido, pude notar uma movimentação curiosa há poucos metros de onde estava, bem na porta do estabelecimento comercial.

Algumas pessoas estavam sentadas em volta de um carro, com a porta dianteira aberta. Lá dentro, uma senhorinha franzina comia algo. Cansaço ou problemas de locomoção, não importa. O fato é que aquelas pessoas, talvez da mesma família, fizeram questão de integrar todos, inclusive a senhorinha.

Fiquei observando e imaginei o quanto aquele ser frágil deve ter se sentido especial naquele instante. Vejam só, uma atitude tão simples, mas de emocionar. Eles não a abandonaram um só momento. Pelo contrário, os mais jovens e dispostos encontraram uma maneira de compartilhar a conversa, o lanche, o momento do lazer em grupo.

Pensei... Como seria bom se os nossos idosos sempre fossem tratados com respeito e dignidade, o mínimo para quem se doou por tantas outras pessoas e ainda hoje doa experiência, sabedoria e tempo, um dos bens mais notáveis em nosso tempo sem tempo para as pausas necessárias à vida.

Foi uma cena simples, mas cheia de significados!!!

6 Comentários

joelice vieira passos em 6 de novembro de 2014 2:16 disse:

Gostei.e muito bom ver pessoas que ainda tem amor pelos idosos nao so o idoso mais tambem pelas pessoas de uma maneira geral,maravilha.respeito muito cada ato de amor pelas pessoas.

Tainá em 6 de novembro de 2014 2:16 disse:

Algumas pessoas apenas esquecem o papel desses seres sobrecarregados de vida e experiência. Esquecem que o mundo que hoje é nosso, só é nosso por causa deles. E acima de tudo, esquecem que, o tempo não perdoa e também fará de nós um ser assim, não velho, mas cheio de histórias e experiências.

Andrews em 6 de novembro de 2014 2:27 disse:

É tão raro de se ver tais atitudes como esta, ao mesmo tempo tão simples e de um valor inestimável para quem a vive e presencia… Tive uma experiência assim enquanto trabalhava nas eleições. Pude presenciar um fato raro e que me deixou comovida. Pessoas de uma família que se viraram nos 30 para atender ao pedido de um idoso já sem mobilidade, que fazia questão de votar. Não se tratava apenas de locomoção mas também de saúde. Notava-se a paciência e a satisfação de levar àquele senhor já debilitado, em direção da urna… carinho e a atenção eram tantos, que aquele foi sem dúvidas, o momento mais gratificante daquele dia.
Queria que todos os idosos pudessem ser tratados sempre com amor e cuidados.

Eliene C Oliveira em 6 de novembro de 2014 3:18 disse:

Olá, Susane tudo bem? Olha os idosos tem uma grandeza imensa de importância na minha vida. Fui criada perto dos meus avós e aprendi muito com eles. Já trabalhei cuidando de idosos dos quais tenho o carinho muito grande e, o gostoso é que além de aprender muito com as experiências deles recebo também muito carinho. Hoje trabalho com uma idosa, ela gosta tanto de mim, que na minha formatura fez questão de estar presente, teve toda paciência de ficar até fim. Morro de sds dos meus eternos avós. Amo de paixão idosos e crianças. Bjs Susane, amei o tema.

Joyce em 6 de novembro de 2014 10:05 disse:

Infelizmente nossos idosos não são respeitados, as pessoas esquecem do que fizeram no passado. Não que devemos ajudar ou respeitar apenas os idosos da nossa família ou com quem temos proximidade. Todos os idosos merecem uma atenção especial, porque todos eles já passaram por muitos percalços na vida. Agora que não têm mais toda aquela força, característica da juventude, merecem nossos cuidados. E podem ter certeza, numa simples conversa de alguns minutos, o aprendizado será enorme.

Pedro Pessoa em 6 de novembro de 2014 13:45 disse:

Dizem que na velhice a mesa fica repleta de ausências… Muitos tendem a abandonar os entes queridos que, inconvenientemente, abusam da longevidade. Convém informar aos que não encontram tempo em sua juventude para dedicarem-se aos seus velhos amores, que o amor não morre de velhice, em paz com a cama e com a fortuna da existência… Morre porque o matamos ou o deixamos morrer… Morre porque, soterrados pelo egoísmo, somos incapazes de perceber o quanto o amor que se fez “velho” nos renova para a vida. Sou afortunado por “envelhecer” ao lado dos meus eternos amores… A minha felicidade me diz que temos muita infância pela frente.

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