SUSANE VIDAL


Jornalista, escritora, professora universitária e mestre de cerimônia.

29
set
2014

É você mesmo?

6 Comentários

Olho

O ser humano é naturalmente curioso. Outro dia, estava em um supermercado reabastecendo a despensa, quando vi três pessoas, representantes de produtos de uma determinada seção, conversando, ou melhor, "cochichando". Eles falavam baixinho, mas sou boa ouvinte, principalmente quando percebo que sou o motivo do comentário. E ouvi.

Não era nada demais, a dúvida, era para saber se eu era eu mesma. Será que é? Será que sou? Confirmei. Parece engraçado, mas às vezes, acontece. Tudo bem, vou ser sincera, quase sempre acontece. No supermercado, shopping, restaurante, posto de combustível... Talvez a ausência da maquiagem, do salto alto e das luzes do estúdio, tenham contribuído um pouco para os segundos de dúvida. Fazer o quê? Férias são férias e eu me permito, sem o menor constrangimento.

Já deu vontade de brincar e dizer: Imagina... Eu, apresentadora da TV? Não, não sou. Faltou coragem. E se a pessoa não entender meu gracejo? Já pensou se pego num naqueles dias nada amistosos e a pessoa ficar brava? Desisto! Bem, as abordagens são as mais variadas possíveis, algumas tímidas, outras descontraídas. Faz parte!!!

Mas, a questão aqui é que estamos o tempo todo querendo decifrar uns aos outros. Curiosidade, mistério, tempero, o que nos move? E quem somos, afinal? Somos o que somos ou o que as pessoas querem que sejamos? Talvez você já tenha se perguntado isso antes. Talvez até já tenha respondido. E essa mesma resposta já pode ter mudado com o tempo. Isso também faz parte!!!

Bons atores ou observadores, o certo é que até a indiferença é um modo de se comunicar e dizer que não nos importamos com o jeito de ser do outro, próximo ou distante. Porque essa mesma atitude também pode sofrer alterações com o tempo.

E você, é você mesmo???

6 Comentários

Pedro Pessoa em 30 de setembro de 2014 0:11 disse:

É, no mínimo, pretensioso aquele que ousa dizer conhecer-se. Somos um eterno devir… Milagrosamente inéditos a cada volta do sol no eixo da inconstante existência. Nada neste mundo é permanente, exceto a mudança e a transformação.

Permanentes esboços e incompletos de nascença, ao caminhar pelo incerto, caoticamente ou “metodicamente”, refazemos os traços e nos redesenhamos… Acrescentando, excetuando, colorindo, empalidecendo, sombreando, iluminando, redefinindo a nossa arte. Assim como a arte, não somos destinados ao entendimento, não representamos o absoluto, ultrapassamos os limites do conhecimento. Somos o que somos, seja lá o que isso for… Ou vir a ser.

Andrews em 30 de setembro de 2014 1:13 disse:

HUMM,
Susane fazendo pegadinha? Esta seria boa!
… As incógnitas são muito instigantes e atiçam nosso lado metade observador e metade investigador. Embora às vezes precisarmos de segundas opiniões. Rsrs

Bruno Carvalho em 30 de setembro de 2014 1:42 disse:

Olá Suzane, sou estudante de engenharia e por isso não escrevo esses textos fantásticos, mais também não precisa ser nenhum jornalista e muito menos psicologo para desvendar esses enigmas, se “sou o que sou ou oque querem que eu seja?” nesse mundo cheio de moda fica difícil a pessoa ser ela mesma, é preciso ter personalidade forte e tentar pensar mais nela mesma sem se preocupar o que acham e o que vão achar as pessoas sobre nós, penso que devemos fazer o que gostamos, e oque é correto perante a sociedade, oque acham ou vão deixar de achar pouco me importa, legal é estar bem consigo mesmo!

Jeane em 30 de setembro de 2014 2:48 disse:

Essa foi a sensação que tive quando te vi pela primeira vez na minha frente, 06 de abril de 2004.Eu me perguntei várias vezes se era você rsrsrs. Foi um dos melhores dia da minha vida. Pude ver que você era você e que estava diante de alguém que sempre admirei e resolvi guardar pra mim os melhores momentos daquele dia lindo. As vezes me pego pensando se eu sou eu mesma. Beijos, Su!

Flávia em 30 de setembro de 2014 6:21 disse:

A curiosidade todos nós temos de conhecer melhor pessoas, suas formas de pensar e agir. O mistério e tempero cada um tem o seu. Nós somos pessoas comuns com intuito de ver do outro uma atitude comum, como não usar maquiagem, sem salto e sem holofotes. Essa é o momento que tenho maior curiosidade, quando nos despimos do personagens.
Confesso que já tive a atitude de ser indiferente e descobrir que não precisava ser indiferente só por causa da aproximação ou curiosidade de alguém quanto a mim, acabei descobrindo que estava sendo agindo errado com uma pessoa legal. E porque não se importar com a vida de alguém que quer sua opinião? Prefiro agir natural.

Eliene. em 1 de outubro de 2014 0:05 disse:

É, a vida as vezes prega essas pegadinhas de surpresa.Porque não imaginar que a Susane não pode está num supermercado ou em qualquer outro lugar publico? Ela pode está sim, o duro realmente é olhar e? Caraca é ela mesma?Como fã ficaria surpresa mesma, e com um friozinho na barriga com certeza kkkkkkkk. O ser humano é curioso por natureza.Bjs Susane Vidal.

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