SUSANE VIDAL


Jornalista, escritora, professora universitária e mestre de cerimônia.

11
nov
2014

Improviso à vista

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[caption id="attachment_1402" align="aligncenter" width="300"]Foto da internet Imagem da internet[/caption]

Era apenas uma quarta-feira comum, sem nada especial, quando um convite para o almoço pareceu promissor. Não pensei duas vezes e isso mudou o sentido das coisas. Pelo menos daquela tarde. A vida programada tem seus encantos, mas nada se compara aos raros momentos de improvisação a que somos surpreendidos. Melhor ainda quando deixamos o papo fluir, a risada desabrochar e o alívio das tensões se fazer presente.

Assim é a vida, cheia de oportunidades, inquietações, preocupações, e claro, surpresas. Se bem analisarmos, sempre há algo melhor, mais interessante ou simples mesmo. Há beleza também nas coisas simples, sem muito aparato ou rebuscamento. O exercício de olhar além do que parece deve ser constante. A caixinha de surpresas pode estar em nosso bolso. Já pensou nisso?


06
nov
2014

Em família

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Outro dia presenciei uma cena rara e por isso mesmo, contemplativa. Estava em uma cafeteria, sentada em uma mesa na varanda. Enquanto aguardava meu pedido, pude notar uma movimentação curiosa há poucos metros de onde estava, bem na porta do estabelecimento comercial.

Algumas pessoas estavam sentadas em volta de um carro, com a porta dianteira aberta. Lá dentro, uma senhorinha franzina comia algo. Cansaço ou problemas de locomoção, não importa. O fato é que aquelas pessoas, talvez da mesma família, fizeram questão de integrar todos, inclusive a senhorinha.

Fiquei observando e imaginei o quanto aquele ser frágil deve ter se sentido especial naquele instante. Vejam só, uma atitude tão simples, mas de emocionar. Eles não a abandonaram um só momento. Pelo contrário, os mais jovens e dispostos encontraram uma maneira de compartilhar a conversa, o lanche, o momento do lazer em grupo.